terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando estamos sozinhos...


Hoje pela manha tive de ir a Recife para uma reunião. Até então, nada de diferente, pois viajo praticamente toda semana para lá. Curto demais pegar a estrada. É uma oportunidade única para meditar sobre minha vida, enquanto curto a paisagem, novos tons de azul no céu, etc. Para mim é um momento muito especial, pois é justamente ali que me deparo com os meus medos, receios, esperanças, planos e com quem eu sou. Não há mentiras ou máscaras. Estou sozinho comigo mesmo! E a única pessoa que vejo sou eu, refletido no retrovisor. E foi deste modo, voltando para João Pessoa, olhando para o sol que estava se pondo por detrás dos canaviais perto de Goiana que comecei a refletir sobre quem somos quando estamos sozinhos.
Houve um tempo na minha vida que não conseguia olhar para o espelho. Não queria encarar a minha realidade na época. Deixava-me guiar pela opinião dos outros. Meu estado de espírito dependia das circunstâncias que me cercavam ou pelos comentários que eram tecidos ao meu respeito. Minhas prioridades eram mesquinhas e egoístas. E tudo isto me definia. Sinceramente, era outra pessoa!!!
E quando me encontrava sozinho ao volante no silêncio do meu carro, me via solitário e triste.
Pensava na época, em tudo o que estava vivendo, nas pessoas que eu achava serem minhas amigas, nas minhas “prioridades” , etc. E no teatro da minha existência, percebia que eu estava na realidade sentado na platéia, quando na verdade, deveria estar no palco, reescrevendo a minha história!
Naqueles dias, olhava pela janela do carro e me via contemplando o vazio. Não conseguia enxergar nada além do meu reflexo. Era orgulhoso, cabeça dura e teimoso. Era como se uma sombra vivesse sobre a minha face, impossibilitando-me de ver o mundo por outro prisma.
Mas hoje, depois que Deus me permitiu vivenciar diversas quedas, lutas, lágrimas e adversidades, me encontro viajando sozinho novamente. Porém, quando olho pela janela, consigo ver as pessoas e suas necessidades, apreciar o tom alaranjado no final da tarde no longínquo horizonte, sentir a brisa de um novo dia e o calor de uma nova manhã. Sinto a presença do Senhor nas coisas mais simples e nelas encontro todo o sentido para dizer que sou alguém feliz! Deus refez o meu espírito e minha vida!
Meu coração viaja para longe! E não importa aonde esteja, me sinto pleno e contente!
E o melhor! Consigo me encarar no retrovisor!!! E como me sinto feliz por ser quem sou!!!
Somente quando nos sentimos assim é que o nosso coração consegue encontrar...
... um amor para nos ajudar durante nossa caminhada por aqui. Alguém que compreenderá as suas dificuldades e celebrará suas conquistas!
... amigos, que estarão ao nosso lado quando estivermos tristes e que nos trarão à lembrança os motivos para que perseveremos e venhamos a superar os nossos limites.
...a verdadeira razão para viver!
Deste modo, olhe para o retrovisor e descubra quem é você!!!
Não queira enganar o seu coração! Por mais que você tente, ele escutará os verdadeiros anseios de sua alma...
Sendo assim, enquanto você percorre a estrada da vida, descubra novos caminhos...
Caminhos de paz, alegria e felicidade...
Em dúvidas de como chegar lá??!
Convide Deus para sentar ao seu lado nesta viagem!
Tenho certeza que neste dia, você irá olhar fixamente para o céu e por mais cansado que esteja da sua vida, das crises e dificuldades que possa estar vivendo, você irá encontrar uma razão para continuar...
Saiba apenas uma coisa... O tempo corre num ritmo rápido e toda viagem tem o seu fim...
Então, não perca tempo!!! Deixe os dias solitários para trás!
Faça hoje o que é melhor para você!!!
Refaça os seus caminhos e deixe a solidão para trás!!!

sábado, 11 de junho de 2011

A Pedra...


Narra uma antiga estória que um velho comerciante vivia feliz em sua pequena fazenda no alto da colina onde cultivava alguns grãos e uma pequena cabritinha preta que lhe fazia companhia e por quem tinha um carinho especial. Certa ocasião, devido ao seu trabalho, ele teve de se ausentar de sua casa por diversos dias.
No período em que esteve ausente, aconteceu o inesperado. A cabritinha sumiu!
Ele procurou encontrá-la, mas, infelizmente, não conseguiu. Aquele velho vendedor ficou sozinho com sua dor.
No entanto, por ser alguém que já tinha sofrido anteriormente, ele suportou o choque e deixou que a vida continuasse. Mas não foi fácil...
Sempre que ele olhava pela janela a noite, ele se lembrava daquela que estava sempre ao seu lado, como as estrelas para o luar...
Porém, certo dia, uma cigana que estava de passagem apareceu em sua porta. E ao olhar a dor daquele homem, deixou aos seus cuidados algo que poderia animar o seu coração
Era uma pequena bolsa com uma pequena jóia de raro valor. A cigana pediu que ele a guardasse. Afirmou que aquela pedra era uma jóia muito preciosa, pois além de bela, possuía em seus traços únicos a janela para alma.
Ao abrir e contemplar a jóia ele se perdeu em seus pensamentos. Jamais tinha visto algo tão lindo. E este era o problema! A cigana afirmou que quando voltasse de sua viagem viria buscá-la. Ele aceitou, porém, em seu íntimo, o desejo de não devolver a jóia cresceu, pois a cada dia maior era sua afeição. O que ele deveria fazer?!
O que estava acontecendo com ele, afinal, nunca tinha cultivado vaidades, por que agora?!
E a resposta estava na sua frente! Nunca tinha visto algo tão lindo assim!
Mas não é sua – pensou - Terei de devolver.
Pode até ser, mas como aceitar a idéia de perder mais uma vez?!
E com uma imensa tristeza, olhando para dentro de si, seu coração, mesmo partido lhe disse: - ninguém pode perder o que nunca possuiu. Seria como roubar o que alguém tem de mais precioso...
E foi assim, com uma lágrima vertendo pelo seu rosto que ele devolveu à cigana, aquele precioso tesouro.
E foi ali, olhando a cigana partir, que ele descobriu que Deus, por um tempo, confia aos nossos cuidados aquilo que lhe é mais precioso. Mas chegará o dia que Ele virá buscar o que lhe pertence...
E assim é a vida, um fluxo constante de transformações, onde o que nos aprisiona e nos torna infelizes, bem como, aqueles a quem amamos é o nosso egoísmo, a vontade de ver nossas vontades atendidas, de só pensar em si mesmo! Isto nos aprisiona! LIBERTE-SE!!!
A felicidade está na liberdade em abrir mão, em se preocupar com a felicidade do outro...
Sendo assim, relaxe, curta o momento e as oportunidades que a vida lhe concede quando pessoas comuns aparecem ao longo do seu caminho. Mesmo que este encontro dure apenas um instante, assista a esse grande espetáculo sem perder a chance de compartilhar a alegria de viver que reside em seu peito. E como um rio que passa, passemos pela vida banhando a vida dos outros com alegria, paz e serenidade. MOSTRE QUE ELAS SÃO ESPECIAIS!!!
Você não será mais um querendo ser feliz, antes, será alguém que ajudará aos outros com suas necessidades, inclusive, a de encontrar a felicidade!